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As cinco melhores versões limitadas do PlayStation 4
By : PlayersPlace
A Sony não perde tempo em promover o seu console, e uma das formas mais legais que ela faz isso são suas edições limitadas.
O PlayStation 4 está entre nós desde 2013 e nesses anos o aparelho apareceu de diversas formas. A primeira, chamada de “fat”, é o modelo padrão do console, com 500 GB de armazenamento e expansível, caso o consumidor queira. Logo depois, mais duas versões começaram a ser comercializadas, a Slim, com tamanho relativamente menor que a edição original e com os mesmos componentes internos, e a PRO, grande e poderosa, destinada a compradores mais exigentes com a performance dos jogos. Mas não são delas que vamos falar hoje, e sim das cinco edições limitadas mais legais desse videogame. Então vamos lá!
5 - Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age
Esse é um PS4 Slim customizado para o lançamento do mais novo Dragon Quest XI Essa edição inclui o jogo, um console azul muito maneiro e um DualShock, tudo baseado no universo do game, claro. Para você levar essa beleza para casa não vai ter que procurar muito, nas minhas buscas foi possível achar ele no mercado brasileiro facilmente, com um preço acima de um console da Sony convencional
4 - Transparente
Como o nome já diz, essa é uma versão transparente da versão PRO do PS4 comemorando a marca de 500 milhões de consoles vendidos desde seu lançamento, em 2013. As 50 mil unidades desta versão serão comercializadas nos EUA a partir deste mês em outros territórios a partir de setembro, por US$ 500,00; Nela, além do console de 2 TB, também virão um DualShock 4, headset, estes no mesmo estilo, e uma câmera.

3 - Comemoração dos 20 anos da marca
Essa edição é para as pessoas nostálgicas, como o item acima, ela também é um item comemorativo dos 20 anos da marca PlayStation, e nada melhor do que lançar um PS4 (fat neste caso) com a cara do primeiro videogame da Sony, lançado em 1994. Foram produzidas 12.300 unidades dessa versão, e existiam ainda algumas pessoas que venderam suas cópias por US$ 5.000

2 - God of War (PS4)
Para marcar a volta de uma das maiores franquias da Sony, ela lança uma linda edição do PS4 PRO na temática de God of War. O console, branco com a arte baseada no machado de Kratos, Leviathan, é lindo e traz bem a atmosfera nórdica do game, o controle DualShock também foi personalizado de acordo, e acompanha uma cópia física do jogo. Você pode encontrar ele facilmente nos E-commerces especializados, mas o preço não é muito.acessível.

God of War foi desenvolvido pela Santa Monica Studios, e publicado pela Sony em abril deste ano. O novo capítulo dessa saga trás de volta Kratos, um homem mais velho e um pouco menos rancoroso, que junto de seu filho Atreus, segue em uma jornada para jogar as cinzas de sua mãe na montanha mais alta.
God of War foi desenvolvido pela Santa Monica Studios, e publicado pela Sony em abril deste ano. O novo capítulo dessa saga trás de volta Kratos, um homem mais velho e um pouco menos rancoroso, que junto de seu filho Atreus, segue em uma jornada para jogar as cinzas de sua mãe na montanha mais alta.
1 - Metal Gear Solid V: The Phantom Pain
E o primeiro lugar fica com uma edição simples, mas poderosa. O primeiro modelo do PS4 baseada nas cores de Metal Gear Solid V (Multi), pintado no vermelho e preto, com detalhes da organização Diamond Dogs. O controle também recebeu suas modificações, sendo agora cinza e com o mesmo detalhe do console. Ela é linda, e nos remete bem ao universo de The Phantom Pain. É facilmente encontrada para compra em sites de importação, variando os preços entre R$ 2.300 e R$3.200, também é um item para poucos.

Metal Gear Solid V foi desenvolvido e publicado pela Konami e lançado em 2015, aclamado pelo público e pela crítica. No game entramos na pele de Big Boss em um mundo aberto incrível e com imensas possibilidades de como passar as missões.
Esse é o fim da lista. Claro, muitas outras versões já foram lançadas, infelizmente só posso colocar cinco aqui, essas são minhas preferidas. Deixe-me saber quais são as suas nos comentários.
Metal Gear Solid V foi desenvolvido e publicado pela Konami e lançado em 2015, aclamado pelo público e pela crítica. No game entramos na pele de Big Boss em um mundo aberto incrível e com imensas possibilidades de como passar as missões.
Esse é o fim da lista. Claro, muitas outras versões já foram lançadas, infelizmente só posso colocar cinco aqui, essas são minhas preferidas. Deixe-me saber quais são as suas nos comentários.
Por que a representação feminina e tão importante?
By : PlayersPlace
O que as mulheres sentem ao jogar com heroínas nos games
Por Flavia Gasi > Eu ainda me lembro do dia em que descobri que Samus do primeiro jogo Metroid era uma mulher. É claro que ela nos revelava isso tirando o uniforme, o que pode ser algo até questionável nos dias de hoje, apesar de totalmente normal naquela era 8-bit. Mas me recordo de ficar abismada, feliz, um pouco atônita. Eu era uma menina. Podia ser eu. Eu podia crescer, comer bastante espinafre, e virar uma caçadora intergaláctica de recompensas -- ok, menos, mas você entendeu.Anos mais tarde, também me apaixonei pela Terra, de Final Fantasy VI, uma mulher que podia ser monstro, heroína, mãe... E foi a comandante Shepard, de Mass Effect, que me inspirou a fazer uma tatuagem de games, minha primeira. Claro que as escolhas ajudam, mas acredito que a relação é mais profunda do que isso. Sempre que tenho um dilema na vida real, tento pensar no discurso Paragon que meu eu-cibernético faria. Isto é, nossa relação com os personagens dos jogos pode ser muito importante e serve de catalisador para um bando de vivências. Se você é gamer, você entende do que eu estou falando.E é aí que entra a tal da representatividade. Eu sei, parece uma oração bonita que você lê por aí em alguns comentários de Facebook. Saiba que para nós -- no caso, as mulheres, mas você poderia colocar aqui qualquer grupo que não seja o padrão “homem, branco, classe média” --, é muito mais do que isso. Representação é o começo da possibilidade de sentimos que nós mesmas estamos jogando, de desgrudar de verdade do nosso corpo e habitar um novo. A tal imensurável imersão. Assim como é possível que um homem jogue com um personagem masculino e se sinta representado, o mesmo serve para nós, mulheres. Quem nunca se sentiu um pouco Gordon Freeman (Half-Life) ou um pouco Link (The Legend of Zelda)?
Por que tantas meninas pedem mais mulheres nos jogos?
A produtora de games Thais Weiller, 27, explica: “Se o nosso público é 50% feminino, mas nosso desenvolvimento é composto de menos de 20% de mulheres, a única forma de mais mulheres quererem entrar no mercado é se elas se sentirem como parte dele. Se menos de 15% dois jogos têm personagens femininas, como elas vão se sentir parte?” E essa é uma pergunta importante. Conheço um sem número de garotas que simplesmente desistiu de jogar por não se sentir incluída. E antes de você condenar essa atitude, pare para pensar: quantas vezes na vida você nem chegou perto de algo que não era a sua praia mesmo antes de experimentar? É um sentimento absolutamente normal.
Quando você se sente parte, um mundo de possibilidades se abre. “Eu fiquei muitos anos sem console, daí descobri que o primeiro Bioshock tinha sido escrito por mulher [Alyssa Finley roteirizou o game juntamente com Ken Levine], o que foi suficiente para eu comprar um”, conta Rebecca Puig, 28, roteirista e blogueira. “Eu sempre gostei de games, mas nunca soube que eu podia escrevê-los também. É uma questão profissional. Eu jogava, mas na minha cabeça todo mundo que fazia jogo era homem, então nunca nem considerei que pudesse ser parte desse mercado. Quando fiquei sabendo dela, quis ver como era. Fiz aula de roteiro para games por causa disso.”
Para mim, Flávia Gasi, essa mudança ocorreu no dia que fui chamada para dar uma entrevista para a revista Herói sobre o filme de animação Final Fantasy: Spirits Within. A editora era uma mulher, a entrevistada que tinha jogado todos os games da série era uma mulher (no caso, eu mesma). Foi assim que descobri que eu poderia falar/escutar/escrever sobre jogos como profissão. É a mesma sensação poderosa de descobrir o seu lugar no mundo.
Mais do que isso, os horizontes podem se abrir até mesmo para cultura e entretenimento, além de experiências catárticas. “Pra mim, a questão da representação sempre esteve muito ligada à particularidade da personagem e não necessariamente com sua semelhança à minha pessoa”, explica Aline Antunes, 28, ilustradora. “Quanto mais particular (detalhes, personalidade) puder ser meu personagem, mais as reações dele se alinham às minhas possíveis. Me emocionei em Dragon Age: Inquisition, quando cantaram a uma só voz a oração Chant of Light, em minha homenagem. Não sei traduzir em palavras a emoção que a surpresa me causou, mas nunca vou me esquecer do arrepio repentino que subiu pelo meu corpo e explodiu em lágrimas, completamente descontroladas. Sinto uma satisfação forte ao jogar com personagem mulher.”
É crucial entender a diferença entre identidade e ter um personagem na tela, mesmo que ele seja parecido com você. Afinal, há mulheres que optam por jogar com personagens homens: “Quando existe a opção entre personagens de gêneros diferentes, sempre escolho o masculino. Pra mim, é indiferente ser menina, mas prefiro quando o protagonista é homem. Acho que é mais o que eu queria ser. Ou o que queria ter. Talvez seja porque as meninas de jogos são sempre meio fracas ou pamonhas”, opina a estudante de cinema Ana Carolina Carelli, 25. Da mesma forma, certos personagens podem nos atrair por outros motivos, conforme Thais Weiller descreve a experiência que teve com Red Dead Redemption: “Foi um dos jogos que mais me identifiquei com o protagonista, e ele era homem. Ao mesmo tempo, gostava de todo universo porque as mulheres representadas também pareciam críveis”.
Os jogos que permitem a personalização do personagem e escolhas ao longo da narrativa oferecem um escopo maior e melhor para aquelas (es) que ainda não se identificaram fortemente com algum protagonista pré-selecionado.“Se for falar de representatividade literalmente, eu nunca sou representada nos games que jogo porque sou gorda e gay. Ou seja, não deve ter nenhum jogo com uma personagem assim”, define a diretora de arte Daniela Paiva, 25. “Gosto de jogos onde é possível escolher a aparência do personagem, porque ao menos eu tenho a impressão de que realmente estou fazendo parte daquilo -- como em Skyrim, por exemplo --, e não apenas ajudando um cara qualquer a chegar nos objetivos dele.”
Mais do que ver uma personagem legal na tela, as mulheres que entrevistei querem mesmo é imergir nos papéis possíveis. Como gamers, acho que todos desejamos a mesma coisa. Contudo, é essencial colocar que não estou dizendo que os personagens masculinos não devem ser feitos ou apreciados por todos. É simplesmente uma questão de matemática: as quantidades de personagens masculinas e femininas deveriam ser mais equilibradas, para que ninguém se sinta deixado de fora.
Videogames são minha paixão, então eu adoraria que todas as pessoas, independentemente de gênero, raça ou credo, pudessem compartilhar comigo os momentos virtuais que marcaram e mudaram a minha vida. Para tal, tenho mais uma coisa a dizer a você, mulher que lê este texto: keep nerding.
-Flávia Gasi é colunista do IGN Brasil e publica a seção "Por Trás dos Pixels"



